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AVC e a importância da agilidade no atendimento

22/08/2019 16:34:06

Um dos principais causadores de morte e incapacidade entre a população, o AVC (Acidente Vascular Cerebral), o popular derrame, tem acontecido de forma cada vez mais frequente devido ao aumento da incidência dos fatores de risco entre a população: como obesidade, sedentarismo, diabetes, tabagismo e doenças do colesterol.

Segundo a neurologista do Hospital Pilar, Claudia Baeta Panfilio (CRM-PR 15370/RQE 8642), uma em cada seis pessoas vão ter AVC alguma vez na vida. “Para as que possuem algum fator de risco, o check-up deve ser ainda mais criterioso e feito de forma individualizada pelo geriatra, cardiologista ou neurologista”, orienta. A especialista explica que, apesar de atingir principalmente os idosos, pode também acometer os mais jovens, e até mesmo crianças.

 “O cérebro comanda o corpo todo, o que torna os sintomas do AVC bastante variados, porém, com três testes simples é possível detectar quase todos os casos. Primeiramente, pedir para a pessoa falar e então observar se há alteração no ritmo da fala ou dificuldade em conversar. Também solicitar para sorrir e mexer a face, procurando por assimetria. Por último, pedir para que levante o braço para verificar a coordenação motora e a força muscular”, explica.

Ao desconfiar que se trata de um AVC é essencial buscar uma emergência hospitalar na mesma hora, pois a rapidez é decisiva para a recuperação. “Tempo é cérebro. Quanto antes ao paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de uma recuperação total”, completa Claudia.

A especialista em medicina de urgência do Hospital Pilar, Fabiana Weffort Caprilhone (CRM-PR 15267/RQE 7948), reforça a importância de um atendimento em tempo ágil. “Ao primeiro sinal de dor de cabeça de forte intensidade, paralisia facial ou de um lado do corpo, alteração da fala ou visão ou dificuldade de compreensão da linguagem, deve-se procurar imediatamente um hospital para que seja realizada uma tomografia de crânio para identificação ou exclusão de um AVC, seja de causa isquêmica ou hemorrágica”, afirma.

O AVCI (Acidente Vascular Encefálico Isquêmico) é o tipo mais comum e acontece quando há obstrução de uma artéria, causando falta de sangue em uma área do cérebro. Já o AVCH (Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico) é mais grave e causa sangramento devido ao o rompimento de uma artéria no cérebro. “Nos dois casos a identificação precoce dentro de no máximo três horas muda radicalmente a chance de recuperação do paciente sem sequelas. Caso seja o isquêmico temos até três horas para iniciar um medicamento trombolítico que dissolve o coágulo e restabelece o fluxo de sangue no cérebro. Já quando ocorre o hemorrágico será acionado um neurocirurgião para decisão se tratamento clínico ou cirúrgico. Tempo é crucial para recuperação, evitando assim lesões neurológicas permanentes”, completa Fabiana.

 

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