Notícias

Novembro Azul é o mês de conscientização sobre o Câncer de Próstata

12/11/2018 15:02:06

Uma doença silenciosa, que corresponde ao segundo tipo mais comum de tumor entre os homens no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), e que possui os índices de mortalidade bastante reduzidos quando diagnosticado de forma precoce. Essas são características do câncer de próstata, foco da Campanha Novembro Azul, mês internacionalmente dedicado aos cuidados com a saúde do homem.

Quando em estágio inicial, a doença costuma não apresentar sintomas. Porém, quando os sinais começam a aparecer, muitas vezes os tumores já estão em fase avançada, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura. Entre os sintomas desta etapa mais crítica estão: vontade de urinar com frequência; dor óssea; diminuição da força do jato da urina, entre outros.

Segundo o urologista do Hospital Pilar, Carlos Eduardo Caldeira Santin (CRM-PR 25983 / RQE 18909), o Novembro Azul é importante por conscientizar e lembrar a população sobre os exames anuais de rotina masculina. “Todo homem deve realizar seus exames a partir dos 50 anos, ou a partir dos 45, caso tenha histórico familiar do câncer de próstata. O procedimento completo passa por avaliação do histórico pelo seu urologista (anamnese), pela dosagem de PSA (antígeno prostático específico) no sangue, além do toque retal e, algumas vezes, da ecografia de próstata e aparelho urinário”, explica.

Não há forma exata de prevenir o aparecimento do câncer de próstata, no entanto, de acordo com o médico, uma vida saudável, com boa alimentação e exercícios físicos, ajudam a evitar. “Alguns fatores tornam a incidência mais frequente, como idade acima de 65 anos, ser de raça negra e também a dislipidemia (excesso de peso e alto índice de colesterol), destaca o urologista”.

Quanto à escolha do tratamento mais adequado, o médico é quem indicará, após verificar os riscos e benefícios para cada paciente. “Feito o diagnóstico o tratamento é multivariado, incluindo: cirurgia para extração da próstata (aberta, vídeolaparoscópica ou robótica), radioterapia, braquiterapia, HIFU (ultrassom de alta frequência) e tratamentos hormonais contínuos (na modalidade paliativa)”, conclui Santin.


 

voltar