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Metade dos diabéticos não sabe que tem a doença que dobra o risco de infarto e AVC

14/11/2016 14:28:07

Metade dos diabéticos não sabe que tem a doença que dobra o risco de infarto e AVC


Um em cada 11 adultos tem diabetese a metade deles ainda não recebeu o diagnóstico, ignorando a doença que mata uma pessoa a cada seis segundos por complicações. Por isso,a data de hoje, 14 de novembro, foi nomeada Dia Mundial do Diabetes – para alertar.
“A diabetes mellitus (DM) é uma enfermidade crônica que aparece quando o pâncreas não produz a quantidade adequada de insulina (hormônio que regula a quantidade de açúcar no sangue) ou quando o organismo não a utiliza de forma eficaz”, explica Gleyne Lopes Biagini(CRM-PR 8297/RQE 3410), endocrinologista do corpo clínico do Hospital Pilar.Este descontrole glicêmico pode, com o tempo, danificar órgãos e sistemas, especialmente os nervos e vasos sanguíneos.
Estudos mostram que os pacientes com DM têm risco duas a três vezes maior de sofrer infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral e que a doença é responsável por 3% dos casos de cegueira, além de ser a principal causa de insuficiência renal, o que ocorre quando os pequenos vasos são danificados pelas repetidas altas glicêmicas. “Também é comum que esta doença cause feridas nos pés, infecções e até amputações de membros inferiores, pois a neuropatia (acometimento dos nervos) combinada com a redução do fluxo sanguíneo, incrementam este risco”, diz o médico nefrologista Diogo Romariz Peixoto (CRM-PR 23042/RQE 20814), responsável pelo serviço de medicina hiperbárica do Pilar.
Segundo Peixoto, “entre os fatores que contribuem para este alarmante número de diabéticos destacam-se o envelhecimento da população, a hereditariedade, a alimentação inadequada, a obesidade e o estilo de vida cada vez mais sedentário”.
“É necessário diagnóstico precoce e rigoroso controle glicêmico de quem sabidamente tem o problema para que seja possível minimizar as consequências desta doença que não tem cura, mas possui uma ampla gama de possibilidades terapêuticas eficazes”, diz a endocrinologista.

Fonte: Anúncio Gazeta do Povo

 

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