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Os quarenta anos abrem as portas para a “vista cansada”

11/07/2016 15:08:14

Os quarenta anos abrem as portas para a “vista cansada”

   

 

O tempo passa e isso se reflete em todas as partes do corpo. Devido ao processo de envelhecimento do cristalino, uma das lentes dos olhos, perde-se a capacidade de focalizar imagens próximas, normalmente a partir do quarto decênio de vida. É a chegada da presbiopia, popularmente conhecida como “vista cansada”.
Tecnicamente, a doença caracteriza-se pela diminuição progressiva da capacidade de acomodação, que é a possibilidade de mudar o foco visual de longe para perto, o que permite enxergar imagens nítidas com pouca distância. “Os primeiros sintomas costumam ser dor de cabeça, cansaço e afastamento dos objetos”, explica Guilherme Gubert Müller (CRM-PR 23726/RQE 1181), oftalmologista do Hospital Pilar. O médico diz que essa perda de foco é menos notada pelos míopes, os que usam óculos para ver de longe, pois quando os tiram, conseguem boa visão de perto.
A presbiopia não pode ser prevenida, pois é um fenômeno natural. O tratamento mais comum é o uso de óculos ou lentes de contato. “Os óculos podem ser bifocais ou multifocais, modelos que possibilitam a correção para longe e para perto em uma única peça. “Outra alternativa para pacientes que têm grau para longe e perto é a técnica de monovisão, processo em que se coloca a lente de contato com grau para longe em um olho e para perto no outro, eliminando a necessidade dos óculos”, detalha o oftalmologista Fernando Heidi Miyazaki (CRM-PR 23908/RQE 938).
As lentes corretivas indicadas devem ser ajustadas regularmente para acompanhar a progressão da doença. Para isso, é preciso realizar periodicamente os exames visuais, que ainda poderão detectar outras anomalias precocemente, tornando possível tratá-las antes de evoluírem.
“Pode-se contar também com a alternativa cirúrgica, que consiste basicamente na retirada do cristalino envelhecido e na colocação de uma lente multifocal em seu lugar, a mesma técnica utilizada para correção de catarata”, diz Alexandre Telli da Silva (CRM-PR 23569/RQE 1618), especialista em oftalmologia do corpo clínico do Pilar.
O mais prudente, sempre, é procurar um médico especialista para que ele avalie a melhor opção para cada caso.

Fonte: Anúncio Gazeta do Povo

 

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